Nos últimos meses, a médica Ana Teresa Derraik, diretora clínica do Hospital da Mulher do Rio de Janeiro, tem vivido momentos tensos. Em setembro, três mulheres foram atendidas no hospital estadual depois de terem injetado produtos químicos corrosivos no útero. Uma morreu, uma sobreviveu. A terceira, de 25 anos, perdeu os dois pés após ser submetida à cirurgia que conseguiu mantê-la viva. As informações são do jornal The Guardian.

SNo mês passado, uma paciente de 26 anos morreu ter sido submetida a um procedimento similar — uma tentativa excepcionalmente perigosa de aborto clandestino, lamenta Ana Teresa.

James DiNicolantonio, do Mid America Heart Institute, afirma que evitar açúcares processados, tais como xaropes de milho, pode causar uma significativa redução na pressão arterial.

É muito triste. Mas, qualquer investigação sobre o que ocorreu poderia resultar em processo.

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Embora o aborto seja ilegal no Brasil — exceto em circunstâncias muito limitadas — a demanda é alta. Pesquisas estimam que 600 mil a 1 milhão de mulheres se submetem ao procedimento a cada ano. E as mulheres parecem recorrer a medidas cada vez mais desesperadas e perigosas.

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Segundo Beatriz Galli, assessora de política da organização internacional de direitos reprodutivos Ipas, "não há nenhum lugar seguro de aborto no Rio, não importa quanto você pode pagar".

SNo Brasil, o aborto só é legalmente admissível quando a vida da mãe está em risco, a gravidez é resultado de estupro ou o feto tem anencefalia — uma condição que resulta no bebê sem uma parte do cérebro e do crânio, deixando-o incapaz de sobreviver.

Para Beatriz, o único sinal de progresso neste assunto é a recente frequência do tema no debate público. No entanto, fechar clínicas inseguras não protege as mulheres.

Isso oferece ainda mais oportunidades para gangues criminosas em um comércio lucrativo. O aborto é um evento comum na vida das mulheres, essa é a realidade, e enquanto houver demanda, a oferta vai seguir. Estou muito preocupada com o que está por vir.

Fonte: R7 Saúde| http://noticias.r7.com/saude/brasileiras-arriscam-a-vida-para-interromper-a-gravidez-diz-jornal-britanico-11122014